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13/06/2014

O ministério cristão – Vida e obra dos crentes A natureza e o exercício do ministério cristão

Leitura diária: Gênesis 12.1-9
Leitura da Bíblia em um ano: Jó, capítulos 18, 19 e 20

 

Sim, foi isto que aconteceu! Quando o Senhor Deus, Criador de tudo e de todas as coisas, começou a interagir com a sua criatura por excelência, o ser humano, ele entregou a ela uma missão, uma tarefa, uma jornada a cumprir por todas as épocas vindouras: ser um intermediário da bênção do Criador para as demais criaturas.


Até então, os contatos do Senhor com o homem, que seriam constantes e diários ao cair da tarde no paraíso com Adão, passaram a ser esporádicos e fugidios: com Caim e Abel após a queda; com Enoque que chegou "a andar" com ele; e com Noé, na sua missão redentora da humanidade no dilúvio.


Pelos cálculos da genealogia bíblica, cerca de 2 mil anos antes de Cristo, o
Senhor Deus, que vinha observando o crescimento populacional e a ocupação da terra pelo ser por ele criado, verificou em seu tempo e calendário que era chegada a hora de começar a responsabilizar esse homem pela transmissão de sua presença e vontade para os demais.


Digamos que ele tenha concluído em sua presciência divina que até então ele estava preparando o homem para que se tornasse o instrumento perfeito da disseminação de sua imagem divina e da sua vontade suprema para o mundo e suas criaturas.


Foi nesse tempo que ele vislumbrou a figura de um homem que tinha todos os atributos pessoais para vir a ser o ministro e condutor desta sua vontade  redentora para a humanidade que se transviava. Ele viu em Abrão, filho de Tera, alguém que estava em condições de vir a ser o seu instrumento para isso.  Vai, então, chamá-lo para uma aventura sem par: a missão de ministrar bênção a todos os homens! Uma missão que passaria de Abraão para todos os demais seguidores de Deus.


"Ora, o Senhor disse a Abrão:
Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai,
para a terra que eu te mostrarei.
E farei de ti uma grande nação;
abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome:
e tu, sê uma bênção"
(Gn 12.1,2)

 

Oração para o dia:

Guia-me, Senhor, a estar pronto a ouvir o teu chamado. Que, no momento em que me falares, eu esteja pronto para te servir.

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17/01/2014

Os livros poéticos (I) – Os Salmos
Celebração à realeza (Salmos messiânicos – I)

Publicado: 17/01/2011

Leitura diária: Salmo 2.1-12
Leitura da Bíblia em um ano: Gênesis, capítulos 40, 41 e 42

 

Nesses dois próximos domingos estaremos estudando sobre a mensagem futurista do livro dos Salmos. Estamos em cerca de, pelo menos 500 anos antes de Cristo, mas será impressionante verificar como já neste passado bíblico mais remoto a imagem da vinda do Filho de Deus para resgate da humanidade, a figura do Messias, ou seja, do ungido de Deus para esta tarefa, já era anunciada, ainda que um tanto metafórica ou figurativamente, mas de maneira clara e indicadora.


Isto se verifica em pelo menos 11 salmos, pelos quais repassaremos, seis deles nesta primeira semana (Salmos 2, 20, 23, 24, 45 e 47), e cinco deles na semana seguinte (Salmos 72, 87, 101, 110 e 118). Vamos procurar retirar de cada um as mensagens mais expositivas e claras sobre a visualização que já era dada aos crentes daqueles tempos sobre a encarnação do Cristo, sua vida, sua morte, sua ressurreição. Vejam que estamos falando de um povo que não tinha ainda o Novo Testamento por escrito. O Filho de Deus encarnar-se, conviver com os homens, entregar-se por eles, padecer na cruz, até morrer e, finalmente, ressuscitar para salvá-los, era algo inimaginável para a maioria das pessoas no mundo dos hebreus, mesmo daqueles que viviam à sombra do templo e da lei – os sacerdotes, os escribas e os levitas. Mais tarde, com a formação política advinda dos movimentos nacionalistas dos fariseus e zelotes, isto se tornará mais impossível ainda, pois, para eles, o Messias seria o vencedor de César, aquele rei vitorioso que tiraria Roma do trono do mundo. Assim é que temos que ler o Salmo 2 dentro desta perspectiva extremamente messiânica que seria vista por eles como política, econômica e militar, e pelos crentes, como sacrificial, espiritual e eterna. O texto que deve ser lido todo em seus 12 versículos nos diz isto:


"Aquele que está sentado nos céus... Então lhes falará... dizendo...
Eu tenho estabelecido o meu Rei sobre Sião, meu santo monte...
Tu és meu Filho, hoje te gerei...
E eu te darei as nações por herança...
Bem-aventurados todos aqueles que nele confiam"
(Sl 2.5,6,7,8,12).


A mensagem do reino eterno do Senhor Jesus começava a ser delineada para os crentes, chegando até os nossos dias com todo vigor, pois já se efetivou em sua primeira parte (a encarnação, morte e ressurreição de Cristo).

 

Oração para o dia:

Usa-me, Senhor, para, por meio da salvação que já alcancei, possa levar aos que não te conhecem ainda, a pessoa de Cristo como Senhor e Salvador.

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