23/05/2013
Mateus – O Evangelho do reino
O anúncio do princípio do fim
Uma conclusão gloriosa
Leitura diária: Mateus 16.24-28
Leitura da Bíblia em um ano: 1Crônicas 29 e 2Crônicas 1 e 2
Nos dois versículos iniciais deste pequeno texto de hoje, Cristo lança uma palavra desafiante aos seus discípulos – "Quem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me" – finalizando sua proposta com uma conclusão de expectativa tenebrosa para os seus seguidores, mas ao mesmo tempo gloriosa:
"...pois, quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á" (Mt 16.25).
Porque o Senhor Jesus está falando de algo muito precioso para a vida cristã de seus seguidores daqueles dias e de todos os demais que, pelos 20 séculos seguintes, viriam a se filiar à sua pregação: a certeza de vida eterna ainda nesta vida terrena.
Aqueles discípulos seriam perseguidos, martirizados, alguns deles mortos por causa do evangelho, mas, mesmo diante desses tropeços, podiam cantar, como Paulo e Silas o fizeram no calabouço em Filipos, porque a perda nesta vida (a prisão, os açoites) nada significava diante da garantia da vida eterna que possuíam e sentiam em seus corações.
Perder esta vida é abrir mão de suas atrações, suas facilidades, seus interesses pecuniários, materiais e supérfluos, para dar atenção e sentido maior àquilo que realmente conta para o discípulo de Cristo: uma vida de retidão, de santidade, de dedicação à igreja e ao evangelho. À medida que fazemos isto, para o mundo, estamos perdendo as suas oportunidades, as "coisas boas" que oferece, somos criticados e mesmo ridicularizados por eles, mas temos a consciência segura e tranquila de que estamos fazendo o melhor para nós e para o nosso viver.
Sim, podemos perder algumas das facilidades que o mundo oferece, mas o estamos fazendo em prol de algo de muito maior valor e significado: a garantia e a certeza da vida eterna na glória com o nosso Senhor e Salvador Jesus.
Oração para o dia:
Senhor, dá-me a alegria de, mesmo quando abro mão de prazeres mundanos, saber que estou recebendo algo muito maior em troca.
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