Meditação do dia

19/12/2014

Os livros poéticos II - Jó / Pv / Ec / CCânticos
Uma discussão sobre o sofrimento

Uma justa explicação

Leitura diária: Jó 5 e 6
Leitura da Bíblia em um ano: Gênesis, capítulos 4, 5 e 6

 

Não sabemos exatamente a origem desses três amigos de Jó. A Bíblia não nos registra nada sobre eles, a não ser os diálogos que mantiveram com o personagem principal da história. Depois de sete dias de silêncio, em que procuraram demonstrar pelo abatimento pessoal de cada um deles, o quanto sentiam pela sorte do amigo, eles vão começar a falar.


Seriam eles, homens como Jó. Pelos discursos que vamos ler, pois por três vezes, cada um deles vai falar a Jó sobre o seu sofrimento e Jó vai responderlhes, demonstram-nos que eram homens tementes a Deus também. Seriam íntegros como Jó, também. Reconheciam o domínio e o poderio do Senhor sobre as suas criaturas e sabiam da insignificância do homem, por melhor que seja a sua vida, diante da justiça e grandiosidade do Deus eterno. Eles vão procurar argumentar com Jó, primeiramente, mostrando-lhe, como Elifaz, que ele devia neste momento de dor buscar a Deus:


"Porque a aflição não procede do pó, nem a tribulação brota da terra;
mas o homem nasce para a tribulação, como as faiscas voam para cima. Mas quanto a mim eu buscaria a Deus.. entregaria a minha causa."

Jó 5.6-8


Assim falando, Elifaz vai mostrar para Jó, diante de suas presentes vicissitudes
que o Senhor Deus, tem o poder nas suas mãos e guarda aqueles que ama, encarando, em um conselho de sublime profundidade que o "homem a quem Deus corrige", este seria o caso de Jó, é na verdade "bem-aventurado", pois esta correção evidencia o amor que o Senhor lhe tem.


Nos capítulos seguinte, Jó tece a sua defesa em face das colocações de seu amigo Elifaz. Parece que nosso personagem está se julgando injustiçado por Deus, querendo ver o peso na balança dos erros que lhe trouxeram a calamidade (6.1-3), para que então entendesse "porque as flechas do Todo-Poderoso se cravaram em mim?" (6.4). Indo mais adiante se lamenta de seus amigos por não lhe ajudarem nesta hora: "Acaso disse eu: Dai-me um presente? Ou fazei-me uma oferta de vossos bens?"... querendo assim demonstrar que ele não estava desejoso de um auxílio à sua pobreza, mas sim, querendo entender o por que de tudo aquilo:
"Ensinai-me e eu me calarei; e fazei-me entender em que errei" (6.24)

 

Oração para o dia:

Faze-me, Senhor, compreender que teus desígnios sobre a minha vida, estão muito acima de minha lógica humana, mas que eu os aceite mesmo assim.

     1     2     3     4     5     6     7     8     9     10     11     12     13     14     15     16     17     18     19     20     21     22     23     24     25     26     27     28     29     30     31     32     33     34     35     36     37     38     39     40     41     42     43     44     45     46     47     48     49     50     51     52     53     54     55     56     57     58     59     60     61     62     63     64     65     66     67     68     69     70     71     72     73     74     75     76     77     78     79     80     81     82     83     84     85     86     87     88     89     90     91     92     93     94     95     96     97     98     99     100     101     102     103     104     105     106     107     108     109     110     111     112     113     114     115     116     117     118     119     120     121     122     123     124     125     126     127     128     129     130     131     132     133     134     135     136     137     138     139     140     141     142     143     144     145     146     147     148     149      

JUERP- todos os direitos reservados 2010